segunda-feira, 14 de maio de 2012
Uivo Kaddish e outros poemas Allen Ginsberg
Um clássico da literatura beat. Poemas esparsos onde a vida do autor mostra-se e confunde-se com seus pensamentos sobre as coisas e pessoas que o cercam. Mensagens de liberdade poética total. Versos não afeitos à rimas, métrica e formas; um misto caótico de prosa, poesia, cotidiano, drogas e divagações. A tradução de Cláudio Willer(Editora L&PM) que inclusive conviveu com o escritor até a sua morte em 1997 tenta em vão explicar o inexplicável. Mais fácil perder-se na sonoridade do que ficar lendo as inúmeras notas de rodapé. Pelo menos para quem quer distância do academicismo como eu. Na literatura o melhor é a curtição, o barato que ela dá sem ter que obrigatoriamente ler a bula. Saliente-se que inevitavelmente a sonoridade perde-se na tradução. Mas melhor ler do que não ler para poder entender um pouco mais sobre um dos inúmeros protagonistas e expoentes de uma geração de loucos que mudaram o mundo com um misto de estrada, misticismo oriental, drogas, sexo, experimentações e um anseio anárquico vital. Como diz William Carlos Willians no prefácio “senhoras levantem as barras das suas saias, vamos atravessar o inferno”. E tudo começa no melhor estilo autobiográfico “on the road”. “Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus”(...). E por aí vai como um grito...como um uivo inspirador que infelizmente foi perdendo-se com o passar dos anos...com Charles Manson, Altamon, Chapman....Será que “o sonho acabou” meu amigo??? Espero que não! Aliás creio que não!
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